Blog de Vinictus

A sensação de ser ignorado me destrói por dentro... Parece que você se esforça para fazer tudo pela pessoa e entregar o melhor de você, mas a única coisa que ganha é gelo. Às vezes dá vontade de gritar, jogar o celular na parede e até mesmo de gravar um áudio dizendo: "Me responde caralho ou me manda embora logo 🤬".

Eu estava sofrendo com isso à algum tempo atrás, até que do nada, apareceu um reels que chamou a minha atenção... E ele dizia:

"Quando você perde um ônibus, você não sai correndo atrás dele depois que ele partiu, você senta e espera o próximo. Então, por qual motivo você escolhe ficar correndo atrás de quem não te quer?".

🧐 Eu fiquei perplexo... Parecia que toda a produção daquele reels havia sido feita para mim.

Eu fico perdendo meu precioso tempo me importando com quem simplesmente não se importa comigo... Para quê? A solidão não é motivo para ficar no pé de uma pessoa que você é perdidamente apaixonado, esperando ela corresponder...

Eu estou em uma condição hoje de morar aonde eu quiser no Brasil... Minha vida financeira está cada dia melhorando e ainda por cima, não querendo me gabar, mas me gabando... Sou muito bonito e cuido muito bem do meu corpo... Não preciso ficar implorando a atenção de quem não me quer. 🤔

Apesar de doer muito no meu coração💔, aquele lindo Reels me deu a tijolada na cabeça que eu precisava.

Como sempre reforço... Eu acredito no amor e nada no mundo irá fazer com que eu deixe de acreditar, mas nesse momento, a pessoa que está mais precisando do meu amor... Sou eu!

Espero que você tenha gostado do meu texto 🥰 e se você se identificou, comente aqui como você de sente 👇🏻

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Last edited on 6/19/2022 2:55 AM by Vinictus; 2 comment(s)
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Não era para mim existir... Eu fui um acidente indesejado... Mas eu existo e estou aqui...

Há muito tempo atrás, havia uma prostituta que vivia para satisfazer os desejos mais obscuros escondidos por trás dos olhos de muitos homens goianos.

A tragédia da gravidez era tudo que não poderia acontecer na vida desta mulher... Ela não possuía estudo e seria praticamente impossível para ela se sustentar sem fazer programa.

Do outro lado da cidade, havia outra mulher chamada Elizabeth que descia do ônibus em uma manhã fria e nublada, com seu elegante uniforme de secretaria. Ela trabalhava em um hospital de uma das avenidas mais movimentadas de Goiânia.

Diariamente ela atendia as pacientes do consultório médico com um grande sorriso no rosto, contudo, lá no fundo de seu coração, ela sofria da frustração de ser uma mulher estéril e seu maior desejo, era ter um filho.

Na esperança de um dia ter um filho, essa mulher ficou 14 anos seguidos todas as quartas feiras indo na igreja para implorar para Deus uma criança.

A médica que ela trabalhava, fazia atendimentos voluntários em uma instituição religiosa de uma região periférica de Goiânia, para ajudar a comunidade carente a receber um atendimento ginecológico.

Em um de seus atendimentos, aquela mulher da vida, chegou aos prantos e arrasada até essa médica para dizer que estava grávida e que precisava abortar aquela criança porquê, caso contrário, ela e a criança morreria de fome.

A médica se sentiu afrontada pois o abordo ia muito contra os seus valores e naquele momento, lembrando de sua secretária que sonhava em ter um filho, ela tomou a decisão de fazer uma proposta para aquela mulher aflita.

- "Eu tenho uma proposta para você! Eu irei te alimentar, pagar suas contas e cuidar de você, mas quando a criança nascer, irei entregar para uma pessoa que irá cuidar muito bem dela".

A mulher topou a ideia. Enquanto isso, do outro lado da cidade, estava Elizabeth na igreja, quando de repente... Aparece uma mulher simples, com vestido florido e misteriosa que se aproxima de Elizabeth no momento da oração e diz:

"Deus ouviu as suas orações! Por 14 anos de insistência, você terá um filho que nascerá no dia 14 de Janeiro de 1996".

Elizabeth ficou extremamente feliz e grata. Quando chegou em casa, disse ao seu marido a notícia e ele vibrou de alegria, mas no entanto... Os meses foram se passando e Elizabeth não engravidava. Seu marido começou a achar que era uma besteira continuar acreditando que um dia um menino poderia chegar.

Até que finalmente, no dia 14 de Janeiro de 1996 eu nasci... A médica ligou para minha mãe no domingo às 19:20 com muito entusiasmo:

"Beth, Beeeeeeeth!!! Seu bebê nasceu!!!".

Sem questionar, Elizabeth e seu marido vai até o hospital e eu fui entregue para essa mulher!

Gosto de dizer que ela pode não ser a rainha da Inglaterra, mas Elizabeth é a rainha da minha casa e eu sou o seu pequeno Príncipe sadomasoquista...

Não era para mim existir... Meu destino era ser um feto abortado, no entanto, estou aqui e sou muito grato pela oportunidade de viver nesse mundo... Veja só quantas aventuras eu já vivi, quantas pessoas maravilhosas pude conhecer!

Sim... Esse mundo é maravilhoso e escrevendo este texto, me lembrei o quanto é bom existir. Obrigado mais uma vez por ler meus textos aleatórios de histórias da minha vida.

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Last edited on 6/17/2022 4:57 AM by Vinictus; 1 comment(s)
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Quando tinha 8 anos de idade, meu pai tinha um fliperama bem famoso no setor onde eu morava. Todos os meninos da região vinham até esse fliperama para jogar jogos como Street Fighters, The King of Fighters, Resident Evil, Bomberman etc.

Meu pai tinha um combinado comigo: "Sempre que eu chegasse da escola eu iria ajudar ele na gestão do fliperama".

Um de nossos clientes mais recorrentes do fliperama, era meu primo, que também se chamava Marcos, que tinha 15 anos. Como o fliperama era praticamente a segunda casa do Marcos e quase sempre ele estava presente, para diferenciar os nomes, o meu pai e todos os nossos clientes me chamavam de Vinicinho "que seria diminutivo de Vinícius".

Eu era um dos meninos mais viciados do fliperama. Praticamente, eu já tinha finalizado todos os jogos solos que meu pai tinha e era uma espécie de Rei dos jogos de luta. Participei de campeonatos e ganhei muitas apostas.

Direto aconteciam brigas por causa dos jogos de luta que faziam com que meu pai ameaçasse os meninos com uma 12 "que por sinal era de brinquedo" para os arruaceiros irem embora. Os clientes morriam de medo do meu pai, mas como o fliperama era o melhor, nós éramos a preferência.

Minha vantagem nesses conflitos era o fato de eu ser filho do dono do fliperama que tinha uma "shotgun", ninguém mexia comigo e todos fingiam ser meus amigos achando que eu iria dar algum tipo de vantagem dentro do fliperama.

Como as pessoas não mexiam comigo e eu era um dos caras mais viciados de Goiânia, o meu primo se comportava como o meu empresário para ganharmos dinheiro juntos. Ele buscava os campeonatos para mim participar, criava alguns amadores no fliperama do meu pai e encontrava adversários fortes e mais velhos para uma criança nerd de 8 anos enfrentar.

Ganhamos muito dinheiro com isso trabalhando juntos. Meus pais não deixavam eu sair de casa sozinho, contudo, eles tinham total confiança no Marcos para me levar nos lugares, cuidar de mim e me devolver em segurança.

Me lembro como se fosse ontem de um dia que o Marcos tinha falado que tinha achado um adversário do The King of Fighters 97 para mim enfrentar no centro. Ele me levou para um beco deserto que parecia o início do jogo "Silent Hill", mas eu confiava plenamente nele e achava que meu adversário estaria em algum lugar por ali.

Naquele beco ele me mandou tirar a roupa. Achei curioso aquela situação, mas achei que era algum tipo de ritual para o cara aparecer e então, eu tirei.

Fiquei apenas de bermuda e ele colocou duas notas de 100 R$ na minha mão e falou que para mim ganhar aquele dinheiro, eu tinha que tirar tudo.

Naquele momento eu imaginei o tanto de jogos novos e brinquedos eu poderia comprar com 200 Reais, então eu fiquei pelado. O Marcos se ajoelhou e começou a me chupar sem parar e perguntava o tempo todo se eu estava gostando.

Eu respondi para ele: "Estou achando meio nojento, eu faço xixi por aí". Mesmo assim ele continuou por um tempo... Tudo foi piorando... Ele me fez fazer coisas horríveis... Eu só queria que ele parasse.

Quando ele terminou, ele colocou mais uma nota de 100 Reais na minha mão e falou que era para mim ficar que nem um cachorrinho de quatro para ele, e então, ele começou a lamber o meu ânus, dar umas dedadas que doía bastante naquela região e ele me batia enquanto realizava o ato. Eu pedia para ele parar, mas ele continuava. Quando comecei a gritar ele colocou a mão na minha boca. Ele não parava... Depois de um bom tempo comigo gritando, ele ficou com medo e mesmo tampando a minha boca, ele parou.

Ele perguntou se eu gostei, e eu respondi que não, e chorando pedi para ele levar para casa. Então ele pegou o dinheiro que tinha me dado e falou que só iria me dar o dinheiro depois de uma semana se eu prometesse não contar nada para os meus pais. Como eu queria muito o dinheiro, eu topei e então ele me levou para casa.

Nunca mais confiei nele para sair, parei de competir em campeonatos e sempre que ele chegava no fliperama, eu mentia para o meu pai que tinha tarefa para fazer ou que estava passando mal.

Eu não conseguia ejacular de jeito nenhum quando fiquei mais velho. Não conseguia sentir prazer na penetração, nunca gostei que me chupacem e muito menos de fazer sexo de forma convencional.

Em 2016 Marcos sofreu um acidente de carro em uma rodovia. Ele estava dirigindo sem sinto com sua namorada quando um cachorro entrou no meio do caminho. Marcos foi tentar desviar e isso resultou no carro capotando. Ele e sua namorada não resistiram.

No seu velório, eu só conseguia sentir raiva olhando para o seu cadáver, nunca tive a chance de perguntar "Por que você fez isso comigo seu monstro".

Naquele momento não derramei uma única lágrima e a única coisa que fiz, foi clamar para uma divindade justiça pelo que ele fez comigo. Depois de muita terapia e hipinose eu consegui o perdoar, mas naquele momento, tenho vergonha de admitir, eu senti felicidade.

Na cama, nos dias atuais, sinto prazer apenas com trampling e gutpunching. Apesar de não namorar, sou grato por ter encontrado pessoas que me fizeram experimentar esse fetiche de forma genuína e respeitosa.

Eles me provaram que eu não sou uma pessoa estranha e que é normal sentir fetiche assim. Eles nunca entenderão o quão importantes foram na minha vida nesse processo de superação, mesmo assim, os recompensei com uma sessão de massoterapia, que era o que eu poderia oferecer. Eu ofereceria o mundo, as estrelas o por do sol mais lindo e até mesmo o oceano se isso estivesse ao meu alcance, mas naquele momento, essa foi a única forma que encontrei de retribuir e sei que não chega nem perto do que fizeram por mim.

❤️ Espero que eles estejam bem, apesar da distância entre nós e que você tenha gostado do meu artigo. Se curtiu, deixa o seu like e te vejo no próximo. ❤️

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Last edited on 6/21/2022 3:31 AM by Vinictus; 3 comment(s)
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Andando pelos corredores da escola, haviam vários comentários maldosos de um suporto "gordinho" que lá estudava. Diziam que ele queria jogar futebol mas só havia o papel de bola e que ele era tão gordo para brincar de pega-pega que só pegaria as suas próprias banhas.

Esse gordinho fui eu em toda a minha infância. Nessa época, se tinha algo que eu odiava eram pessoas, pois, elas sentiam prazer em me fazer sofrer. Mesmo assim, eu dava uma de forte e não contava para ninguém sobre o bullying que eu sofria diariamente.

Para minha sorte, a infância não dura para sempre. Eu tive a oportunidade de crescer e o "kit sedução" veio junto com a idade... A barba nasceu, pequenos músculos apareceram e fui me tornando uma pessoa mais atraente.

Na minha época de faculdade, muitas pessoas me desejavam, acabei dando chance para algumas pessoas, mas nunca conseguia sentir ereção em relações sexuais normais nem com homem nem com mulher.

Novamente eu comecei a sofrer uma espécie de bullying, mesmo com minha aparência estando agradável. O principal motivo era porquê meu "pau não levantava".

Acabou saindo um boato na faculdade que eu era uma pessoa que só tinha aparência, que não pegava ninguém. Todavia, esses boatos só pioraram depois que eu dei uma oportunidade para uma pessoa que pedi para bater no meu estômago, explicando que assim, o meu pinto iria levantar. Ele queria que eu o penetrasse mas lá embaixo não levantava de jeito nenhum.

Essa pessoa espalhou um novo boato de que eu era masoquista na faculdade inteira. Nesse momento, novamente eu virei motivo de piada

Por algum tempo, eu comecei a acreditar que eu tinha vindo para esse mundo para ficar sozinho. Que eu poderia me dedicar ao trabalho e as outras coisas, mas que fazer sexo não era para mim.

Depois que me formei na faculdade, encontrei uma pessoa que era perdidamente apaixonada em mim. O cara era médico e me chamava sempre de neném, bebê, anjo, coração e dessas palavrinhas fofas. Quando saíamos ele pagava tudo, mesmo comigo me propondo a dividir as despesas. Um dia ele me propôs um relacionamento sério.

Meu pau não levantava para ele, mas isso não causou a sua desistência, então, eu aceitei.

Quando me senti seguro para me abrir com ele e expliquei que gostava de gutpunching, ele começou a falar órgão por órgão que existia na região do meu estômago. Depois da aula de anatomia ele finalizou dizendo: "Príncipes não apanham". Me ofereceu até para pagar seções de um amigo dele que era psiquiatra para me ajudar. Deu vontade de gritar "PRÍNCIPES APANHAM SIM PORRA! ANDA... ME BATE!".

Novamente eu fiquei arrasado... Pensei assim: "Ok, tenho uma aparência agradável, sou loiro, tenho olhos claros, sou meio forte e as pessoas me chamam de bonito, mesmo assim, ninguém nesse planeta é capaz de me entender. Foda-se, vou ficar é sozinho mesmo".

Depois da minha aula de anatomia, eu tomei a decisão de terminar o meu relacionamento. Percebi que quando feio e balofo, eu não agradava ninguém. Quando me tornei mais bonito fiz muito pior que desagradar, passei a decepcionar as pessoas e suas fantasias.

Tudo isso eu acredito que foi a vida me ensinando que eu não tenho que fazer nada para agradar ninguém. Decidi então me posicionar sendo quem eu realmente sou, sem medo de me assumir sadomasoquista e mostrando a minha cara.

Escrevi esse artigo única e exclusivamente para te motivar a ser quem você verdadeiramente é. Não precisamos nos esconder da sociedade por causa de nossos fetiches estranhos e muito menos abrir mão da nossa própria felicidade para agradar os outros.

Se você tiver vontade de fazer sexo a 3, a 4 ou a 20... Mano, seja feliz. Não temos que abaixar a cabeça para nenhum padrão estabelecido pela sociedade sobre o que é certo, quando o assunto é fetiche.

Quando tive a minha primeira noite em que vivi o meu fetiche, foi maravilhoso. Eu verdadeiramente acredito que devemos correr atrás daquilo que nos faz bem e não nos escondermos como morcegos, pois, a vida é muito curta para viver em uma mentira.

Se esse artigo fez sentido, deixe seu like para que eu saiba se você está gostando dos meus textos. Acredite, estou amando essa experiência de escrever aqui!

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Last edited on 6/07/2022 1:48 AM by Vinictus; 1 comment(s)
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